4 risadas que podem prejudicar sua vida

Conheça tipos de gargalhadas nada felizes e que podem até revelar doenças

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Quem assistiu ao recente filme do Coringa viu que o personagem do Joaquin Phoenix, mesmo raramente estando feliz, se destacava por dar sonoras gargalhadas ao longo do dia. E pior: em momentos de estresse elevado, tinha crises de risos incontroláveis, completamente fora de contexto, gerando desconforto e confusão nas pessoas em volta.


A gargalhada histérica e descontrolada do Coringa é um caso extremo, é verdade. Mas o fato é que existem algumas risadas que eu, você e todo mundo também dá no dia a dia e que nada têm a ver com diversão, alegria etc. Na verdade, há gargalhadas que revelam (ou escondem) alguns problemas, e algumas até podem ser sinais de graves doenças.



1. Riso nervoso ou ansioso


Rir quando algo é engraçado é fácil. Mas quem nunca riu justamente quando estava “sem graça”? Ao falar em público (ou minutos antes de entrar no palco), ou quando foi pego em flagrante numa situação desconfortável? A ansiedade e o nervosismo, embora nada divertidos, podem causar muitos risos.


E a explicação é bioquímica. Cientistas explicam que ao perceber a situação de desconforto, o cérebro inicia essa risada “involuntária” para que o corpo relaxe e a pessoa se acalme, até se sentir mais segura para enfrentar o desafio em questão.


O riso nervoso às vezes surge inconscientemente para esconder um desconforto, vergonha ou embaraço, mas quando é fabricado conscientemente passa a ser um riso fingido.

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2. Riso falso ou fingido


É o riso que a gente usa para externar um sentimento que não é real. Costuma ser menos expressivo do que uma gargalhada expontânea, mas pode ser muito eficiente quando a aparência é mais importante do que a genuinidade. É aquela risada que a gente dá quando ouve uma piada machista ou racista, mesmo sem achar graça, apenas para não gerar um desconforto no seu contador, por exemplo. Ou o riso sem graça diante da piada do chefe, que demonstra um estado de submissão.


O riso falso pode ser muito eficaz como treinamento da risada e construção do bom humor, já que o nosso cérebro não é capaz de distinguir um riso simulado de um riso real, produzindo os mesmos benefícios. Mas quando é usado para enganar as pessoas, dissimular os verdadeiros sentimentos ou buscar aprovação dos outros, costuma ser um obstáculo que dificulta o aprofundamento das relações e o desenvolvimento da empatia e da honestidade.

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3. Riso sarcástico ou zombeteiro


Outra risada que costuma fazer muito mal é a sarcástica ou zombeteira. Normalmente é friamente planejada e totalmente consciente. Demonstra a necessidade de autoafirmação através do menosprezo de outra(s) pessoa(s). Na verdade, não passa de uma ação violenta como outra qualquer, mas seu poder é multiplicado, já que costuma estimular outras risadas e ainda se revestir de uma pretensa “capa protetora” que envolve humor.


“É só brincadeira” e “você não tem senso de humor”, são algumas expressões que tentam blindar esse tipo de risada e ainda fazer com que a vítima seja duplamente castigada: além de ser o alvo do sarcasmo, ainda tem que se conformar para não ser acusado de "levar tudo a sério" ou "não levar na esportiva".

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4. Riso descontrolado (por motivo de doença)


O riso descontrolado (crise de riso) pode ser uma experiência extremamente prazerosa, orgástica, catártica. Quem já chorou de tanto rir sabe do que estou falando.