Como priorizar a felicidade em 2020

Conheça as 3 razões que levam as pessoas a deixarem a felicidade em segundo plano e o que fazer para contorná-las


Quer ser feliz, mas não escolhe a felicidade


Olha que curioso: uma pesquisa realizada nos EUA revelou que, quando perguntamos às pessoas sobre os seus principais objetivos na vida, a felicidade é o item mais lembrado.


Do mesmo jeito, quando questionadas se escolheriam a felicidade em detrimento de dinheiro, sucesso, fama, relacionamentos etc, a resposta quase sempre é positiva.


Maaaaas.... Em testes práticos realizados com o mesmo público, o resultado foi bem diferente. Cerca de 20% de diferença. Na hora "h", muita gente preferiu, por exemplo, o emprego mais "infeliz" porque pagava melhor, ou preferiu ter razão, mesmo deixando o amigo se sentir muito mal.


Com efeito, ficou demonstrado inclusive que se tivéssemos direito a fazer 3 pedidos ao Gênio da Lâmpada, apenas 6% de nós nos lembraríamos de pedir a tal da felicidade.


Seja escolhendo a comida que colocamos no prato, ou decidindo sobre o nosso emprego, por exemplo, pouca gente acaba escolhendo opções que contribuem para a felicidade. Apesar de afirmarmos que queremos alcançá-la. Mas...


Por que queremos a felicidade, mas não a priorizamos



Não priorizar a felicidade é um dos 7 "pecados" contra a felicidade segundo o Dr. Rajagopal Raghunathan, professor da disciplina Felicidade na Indian School of Business.


E ele explica que não priorizamos a felicidade por 3 principais razões:


1. Crenças negativas sobre a felicidade

2. Falta de uma definição concreta para a palavra felicidade

3. Influência do meio


1. Crenças negativas sobre a felicidade



Em particular, para o Dr. Rajagopal, muitos de nós temos três crenças negativas sobre a felicidade: que ela nos faz egoístas (sem querer compartilhar a alegria); que ela nos faz preguiçosos (sem motivação para fazer coisas diferentes); e que ela é passageira (pra que perseguir algo que vai passar?).


Mas, para ele, nenhuma dessas crenças é verdadeira.


Na verdade, pessoas felizes tendem a ser mais criativas, sair-se melhor no trabalho e na vida em comunidade. Elas ajudam mais os outros, mesmo quando não têm essa responsabilidade e doam mais para caridades, fazem trabalhos voluntários, etc.


Além disso, a felicidade só é passageira quando baseada em prazeres efêmeros. Mas pode ser muito duradoura quando se fundamenta em conexões profundas, contentamento, amor, desapego, gratidão e abundância (noção de que tudo está perfeito e é suficiente para si).


2. Falta de uma definição concreta para a palavra felicidade



Por outro lado, a falta de uma definição própria sobre o que é felicidade para cada um de nós, faz com que dificilmente a gente a leve em consideração quando tomamos nossas decisões sobre ações práticas do dia a dia.


Se eu não sei bem o que é felicidade pra mim, como eu vou orientar as minhas ações para chegar lá? Já pensou nisso?


3. Influência do meio



Você já viveu verdadeiros dilemas para escolher o que colocar no prato num self-service ou sobre o que pedir num restaurante? E quantas vezes acabou escolhendo algo só porque estava na promoção ou porque alguma propaganda não saía da sua cabeça?


E já aconteceu de, logo depois, perceber que aquela escolha não foi condizente com o que você realmente queria?


Essa é a terceira razão pela qual não priorizamos a felicidade: a influência do meio (da mídia, dos exemplos dos outros etc). Se a gente não sabe o que é felicidade pra nós, fica mais fácil seguir as sugestões dos estímulos externos, das propagandas, das promoções, dos "influenciadores" etc. Fica mais fácil também fazer escolhas que nos distanciem do que é felicidade pra nós.


Como contornar tudo isso e escolher ser feliz, na prática


Prof. Raghunathan ensina um método simples (mas muito poderoso), pra gente afastar esses vilões e finalmente colocar a felicidade num lugar de destaque da nossa vida.



Segundo ele, o primeiro passo é definir claramente o que é felicidade para nós. Pode ser algo relacionado com prazeres sensoriais ou com uma sensação de vitória pessoal, por exemplo. Ou ter a ver com amor, conexão, abundância (o sentimento que você tem quando sente que tem tudo de que precisa).


Mas o mais importante é que seja uma definição que faça sentido pra cada um de nós, no íntimo, individualmente.


Daí a gente pode passar para o segundo passo: relacionar as ações concretas que nos fazem ter aquela (s) sensação (ões) escolhida (s) ou nos aproximar daquele (s) estado (s).


Por exemplo:


Para mim, Sandro, felicidade tem a ver com conexão. Felicidade pra mim é o estado natural do ser humano, nossa essência, e sempre que nos lembramos e nos conectamos com ela, nos sentimos bem. Sempre que nos esquecemos (desconectamos), nos sentimos mal. Mas, de qualquer jeito, mesmo momentaneamente tristes, ainda assim somos felizes, no fundo. (Definição)


E o que eu posso fazer na prática para acessar essa conexão? (Ação)


- Surfar

- Meditar

- Rir

- Ajudar os outros

- Contemplar a natureza

- Relaxar (yoganidra)

- Respirar (pranayamas)

- Brincar com meus sobrinhos

- Beijar a minha noiva

...


O mapa do tesouro pode estar nas suas mãos


Quando a pessoa finalmente sabe o que é felicidade pra si, e quais ações levam ela àquele estado, ela tem em mãos um verdadeiro mapa do tesouro. E aí fica mais fácil tomar decisões em momentos de dúvida, ou escolher por onde quer caminhar:


Se me aproxima do que é felicidade pra mim, eu vou. Se não, não vale a pena. Pelo menos se a felicidade for mesmo um objetivo pra mim.


E você, o que acha? Você tem uma definição de felicidade? E quais ações do dia a dia te aproximam do seu estado mais feliz?


Aliás, sobre esse tema, tem um texto bem interessante (e prático) aqui no Blog sobre os 6 passos para trazer mais risadas e alegrias para a nossa vida. Leia aqui.



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O autor

Sandro largou o emprego concursado pra sair com a Kombi Cura ajudando o povo a comer melhor e ser mais feliz. Depois largou a Kombi e foi pra Recife atrás de Gabriela.

É vegano e ensinava culinária até se curar de uma doença crônica comendo só frutas.  

É frugívoro, reikiano, ensina Yoga tradicional e Yoga do Riso. Acabou aprendendo um monte de coisa sobre saúde, autoconhecimento e espiritualidade na caminhada.

É tio de Davi, Bia e Alice e defende a natureza pra eles poderem ter árvore pra subir e rio pra se banhar. 

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